
Deputado estadual Abdala Fraxe critica inércia administrativa do governo federal
O deputado estadual Abdala Fraxe (PTN) criticou, hoje, em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a inércia administrativa do governo federal em relação à evolução de projetos como a modernização portuária e a criação de novas fontes de energia no país.
De acordo com o parlamentar, passado um ano do pacto de modernização dos portos, que incentivaria a iniciativa privada a atuar em setores onde apenas o Estado atuava, geraria emprego e renda e garantiria um retorno positivo para o desenvolvimento do país como um todo, nada foi feito pelo governo federal.
“A iniciativa privada fez a sua parte. Hoje, já existem terminais privados prontos para atuar no Brasil, que gerariam um acréscimo em torno de 30% a 35% na capacidade instalada de movimentação e armazenagem no nosso país. No entanto, isso simplesmente não ocorre, porque o governo federal não fez a sua parte, com a dragagem de canais para que navios de grande porte possam chegar a esses portos privados”, explicou.
Outro segmento que não teve o retorno esperado do governo federal foi o de geração de energia alternativa. Segundo o deputado, as usinas eólicas, que também teriam que ser feitas pela iniciativa privada, estão prontas em parques de geração de energia nas regiões Nordeste e Sul do país, mas não entram em operação pela falta de linha de transmissão, cuja responsabilidade de implantação é do governo. Conforme Fraxe, as usinas poderiam incorporar à matriz energética do país em torno de 10% a 12% da produção hoje existente no país.
Exagero em publicidade
Ainda de acordo com o deputado, embora o governo federal não tenha colocado em prática projetos importantes para o desenvolvimento econômico do país, exagerou nos gastos com campanha de publicidade das suas ações. “A única mudança que nós percebemos no governo federal foi a velocidade no gasto com a publicidade. Este ano, a previsão é de que o governo, em todas as suas áreas e autarquias, desembolse algo em torno de R$ 1,8 bilhão com campanhas de divulgação. É muito dinheiro para anunciar o que não está sendo feito”, acrescentou o parlamentar, ao ressaltar que o recurso empregado em áreas onde a necessidade é emergente, como a saúde, educação e segurança, traria muito mais retorno à população.